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O que a morte de Marcelo Rezende pode nos ensinar sobre pseudociência

By 2 de outubro de 2017maio 4th, 2019Público Geral

Todos nós testemunhamos o sofrimento e a morte do apresentador Marcelo Rezende recentemente. O choque veio com a forma com que ele lidou com o câncer: abandonou a quimioterapia e partiu para “tratamentos alternativos”.

É super compreensível. Qualquer um que receba o diagnóstico de câncer metastático fica desnorteado, aceitando qualquer resquício de esperança que apareça. O que não dá pra aceitar são profissionais de saúde que propagam pseudociência, como foi o caso.

Segundo reportagens da Veja e do UOL, Marcelo passou a se tratar com Lair Ribeiro. Pagando 50 mil reais semanais, Lair prescreveu a dieta cetogênica para Marcelo, com promessas de cura do câncer. Há relatos de que ele tomava alguma pílula também, mas não se sabe de quê. Aqui as reportagens para quem quiser ler: http://veja.abril.com.br/revista-veja/a-escolha-de-rezende/

https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/09/16/marcelo-rezende-morre-apos-largar-quimio-medicos-e-amigos-foram-contra.htm

Dieta cetogênica é praticamente isenta de carboidratos, com teor muito elevado de lipídios. Há algumas evidências de que ela seja benéfica no câncer, mas ainda não há nada sólido confirmando. Faltam mais estudos sobre isso. Além de que cada câncer se comporta de maneira diferente, então é improvável que a cetogenia tenha o mesmo efeito em qualquer câncer.

O que podemos aprender disso tudo?

1 – Tudo que carece de comprovação científica consolidada é pseudociência;

2 – Muito cuidado com profissionais da internet, com falácias e que não trazem referências científicas para o que pregam.