BIORESSONÂNCIA E PSEUDOCIÊNCIA

By 28 de janeiro de 2019maio 4th, 2019Profissional de Saúde, Publicações, Público Geral

A bioressonância é um tipo de exame utilizado por alguns profissionais para diagnóstico de alergias alimentares. Acontece que ela é pseudociência! Não há evidências que comprovem que esse tipo de teste tenha capacidade de diagnóstico. Muito pelo contrário, os estudos mostram péssima reprodutibilidade e alta taxa de resultados falso-positivo.

Assim como os testes de IgG (como “Food Detective”), a bioressonância não é reconhecida e nem recomendada pelas Sociedades de Alergia e Imunologia. O Consenso Brasileiro de Alergia Alimentar de 2018 pode ser consultado na íntegra pela internet. Os métodos padrão-ouro estão todos lá e envolvem, por exemplo, a provocação oral (com médico claro) e a dosagem de IgE.
Se você suspeita que possui alergia alimentar, procure um médico alergista para que ele possa investigar e diagnosticar. Diagnóstico de alergia é privativo deles! Não se deixa levar por testes pseudocientíficos, que levam a restrições alimentares desnecessárias. Alergia é coisa séria!
Se o seu caso é de intolerância alimentar, há de se investigar a causa também. Não vai ser esse tipo de teste que vai te ajudar!

Saiu uma publicação fresquinha mostrando que 20% das pessoas relam que tem alergia, mas apenas 10% que são confirmados.
Ou seja, muita gente fazendo restrição sem a MENOR necessidade!

E gastando dinheiro com exames picaretas ! Isso e varios outros temas serão assunto na nossa 2º Imersão em emgrecimento e Saúde. Se você não se inscreveu ainda , corre que da tempo https://materiais.anniebello.com.br/imersao

 

REFERÊNCIAS
HAMMOND, C.; LIEBERMAN, J. A. Unproven diagnostic tests for food allergy. Immunology and Allergy Clinics, v. 38, n. 1, p. 153-163, 2018.
SOLÉ, D. et al. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 – Parte 2 – Diagnóstico, tratamento e prevenção. Documento conjunto elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia, v. 2, p. 39-82, 2018.

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