SERÁ QUE ESTAMOS TRATANDO A OBESIDADE DA FORMA ADEQUADA?

By 28 de janeiro de 2020 Nutrição com Evidência

Há muita discussão sobre o tratamento da obesidade. A obesidade é uma doença crônica, de difícil tratamento e que, por mais que se obtenha perda de peso com estratégias específicas, a manutenção do peso é realmente o mais difícil a ser alcançado.

Dentro da Nutrição temos abordagens diferenciadas: há quem defenda a adoção de padrões alimentares específicos, como dieta Mediterrânea, plant-based diet ou dieta DASH. Há a abordagem baseada em manejo de macronutrientes, como dietas low carb, cetogênica, high ou low fat, entre outras. Suplementação de antioxidantes, uso de fitoterápicos, introdução de alimentos funcionais, modulação intestinal… a lista é longa.

Por outro lado, temos a Nutrição comportamental, que é uma abordagem baseada na relação do paciente com a alimentação, na abordagem não-prescritiva, no comportamento alimentar em si.

Todas essas abordagens possuem fundamentação científica. Mas qual a mais efetiva? Como saber qual devo adotar para atingir sucesso terapêutico com o paciente obeso?

O que eu acredito e adoto é o recomendado pelas Diretrizes Brasileiras de Obesidade, publicadas pela ABESO em 2016: nenhuma abordagem é superior à outra! O tratamento da obesidade DEVE SER MULTIMODAL! Ou seja, deve incluir tanto abordagens prescritivas quanto comportamentais.

Um exemplo: paciente obeso, com vários sintomas gastrointestinais, sinais de compulsão alimentar, resistência à insulina, sono ruim. Uma boa escolha para esse paciente seria adotar uma dieta Mediterrânea adaptada, com leve restrição de carboidratos, uso de fitoterápico para o sono, introdução de canela no plano alimentar para a resistência à insulina e uso de estratégias comportamentais, como avaliação do estágio de mudança de comportamento, entrevista motivacional, ferramenta da visão e definição de metas.

Esse exemplo é superficial, apenas para demonstrar que a prescrição deve ser aliada ao aconselhamento nutricional e às estratégias comportamentais, assim como preconiza a diretriz da ABESO. Nas minhas aulas e nos meus cursos ensino exatamente a integrar todas as áreas no seu atendimento nutricional.

O que eu acredito, de fato, é que o nutricionista deve se capacitar e dominar todas as áreas (que possuem evidências científicas), pois na prática a técnica que será aplicada quem dirá será o paciente. Há pacientes com mais demandas comportamentais, enquanto outros possuem uma boa relação com a comida, precisando somente de orientações práticas e um plano alimentar minucioso. Cada paciente é único e deve ser tratado como tal, e é nosso papel como profissionais de saúde que somos fornecer isso a eles.

Importante lembrar que o que gera resultado é ADESÃO. Então cada paciente deve receber conduta individualizada, visando adesão e mudança de estilo de vida, ok?

No Webnário “Estratégias para tornar o seu atendimento nutricional mais eficiente e personalizado” abordo com mais detalhes esse assunto e ensino a aplicar na prática. É totalmente gratuito e online,  clique aqui para assistir

 

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