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ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA É SEGURA PARA CRIANÇAS

By 7 de outubro de 2020dezembro 21st, 2020Nutrição com Evidência

Segundo o parecer oficial da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), publicado no dia 10 de setembro de 2020, a adoção do vegetarianismo, inclusive o estrito (que não consome nenhum derivado de origem animal) é uma prática saudável inclusive para crianças, quando planejada ou prescrita por profissionais de saúde.

Os principais cuidados com crianças vegetarianas endossados pela SVB, você pode conferir a seguir:

1) Não substituir o leite materno pelo leite vegetal caseiro.

Na sendo possível o uso do leite materno, a SVB orienta que o bebê vegetariano receba fórmulas industrializadas, substitutas do leite materno. Para famílias veganas, a fonte proteica deve ser outra que não a do leite de vaca, já disponível no mercado brasileiro. Isso garante a oferta adequada de macro e micronutrientes, já que elas são desenhadas de acordo com a necessidade infantil e pautadas no Codex Alimentarius.

2) Não suspender o aleitamento materno antes dos 6 meses de vida.

A orientação da SVB é que se mantenha o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e que seja continuado até pelo menos os 2 anos de vida (em conjunto com os alimentos ofertados a partir dos 6 meses de vida), como orientado pelas entidades de pediatria reconhecidas no Brasil e no mundo

3) Não manter a amamentação exclusiva por tempo prolongado.

ASVB orienta que a introdução alimentar do bebê vegetariano ocorra no mesmo período preconizado para os onívoros: a partir dos 6 meses de vida.

4) Não restringir em demasiado a ingestão de gordura de boa qualidade.

A SVB orienta que não deve haver restrição de alimentos fonte de gorduras qualidade (ômega-3, 6 e 9, mas com menor quantidade de ômega-6) na dieta infantil até 2 anos de idade, visando otimizar o aporte energético e oferta de ácidos graxos essenciais. Deve haver sempre a oferta de ômega-3 (linhaça, chia, nozes) ou o uso de DHA oriundo de algas, produto já disponível no mercado brasileiro. As proporções de gordura na dieta devem ser orientadas por nutricionista ou pelo pediatra durante a prática da puericultura.

5) Montagem do prato: 1/3 do volume de cereais, 1/3 de leguminosas e 1/3 de verduras e legumes

Ainda, na mistura, deve ser adicionado alimento fonte de ômega-3, como óleo de linhaça ou chia, que pode ou não ser misturado ao azeite de oliva, conforme avaliação do pediatra ou nutricionista que acompanha o bebê.

6) Não negligenciar o uso da vitamina B12.

A recomendação é que a vitamina B12 seja sempre prescrita às crianças nas doses iguais ou maiores às preconizadas pelas DRIs, de acordo com a avaliação pediátrica da mãe e do bebê desde o início da introdução alimentar.

7) Atentar às necessidades de cálcio e zinco do bebê.

A SVB orienta ao profissional que acompanha o vegetariano se pautar nas quantidades preconizadas pelas DRIs e somar os produtos utilizados na alimentação para que o cálcio dietético atinja os valores preconizados para cada idade

8) Atentar às necessidades dos demais nutrientes que o onívoro precisa suplementar

A SVB orienta a manutenção dos suplementos de ferro e vitamina D (na forma de D2 ou D3 oriunda de líquen no caso de famílias veganas) para a criança vegetariana da mesma forma que se orienta para as onívoras.

Quer saber mais sobre evidências na alimentação da criança? Te convido para assistir um aulão sobre o tema Materno-Infantil clicando aqui.

Ref: www.svb.org.br/parecer

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